“O que eu peço a Deus por vós é que vivais
 totalmente a fraternidade, pois nisto
está a maior paz da alma.”
( Bárbara Maix 1869)

Ensinar e aprender, com significado, implica interação, aceitação, caminhos diversos, percepção das diferenças, busca constante de todos os envolvidos na ação de conhecer. A aprendizagem significativa segue um caminho que não é linear, mas uma trama de relações cognitivas e afetivas, estabelecidas pelos diferentes atores que dela participam.
Como profissional da educação, me proponho a trabalhar com uma metodologia embasada no desenvolvimento sócio-interacionista, na interação entre aluno e objeto de conhecimento, oportunizando uma aprendizagem significativa. Viso o desenvolvimento das competências intelectuais, éticas e estéticas necessárias a formação do ser humano, onde possa interagir na sociedade de seu tempo e capaz de interferir construtivamente na realidade sócio-econômico-cultural. Entendo que a aprendizagem é um processo de construção e ressignificação do conhecimento e implica no desenvolvimento integral do educando.
A alfabetização e o letramento (incluindo a Matemática e os outros assuntos intimamente ligados, como Ciências e Socio - Históricos, porque não diferem nos recursos cognitivos utilizados para seu conhecimento) irão servir como instrumentos que possibilitarão maior participação na sociedade, sendo assim necessário, assumir a responsabilidade de garantir o uso da língua (oral e escrita) de forma eficaz, compreendendo o mundo que o cerca e ajudando-o a expressar-se de maneira crítica em diferentes contextos. Alfabetizar letrando é um desafio permanente, pois implica refletir sobre as práticas e as concepções por nós adotadas.
O processo de aprendizagem se desencadeia a partir da necessidade, do conflito, da inquietação, de situações de desequilíbrio, sendo relevante o papel do professor como desestabilizador e mediador. Nessa perspectiva, minha intervenção para ajudar o aluno a aprender supõe:
propiciar atividades, situações e recursos que levem a criança a aprender a aprender;
promover interações sociais legítimas que propiciem aprendizado e desenvolvimento cognitivo;
mediar o processo ensino-aprendizagem;
conduzir, elucidar, informar e monitorar o aluno nas atividades e situações de sala de aula;
acompanhar o aluno, propondo-lhe situações desafiadoras em contato com materiais ou conteúdos (o objeto do conhecimento) provocantes para ele, no sentido de levá-lo a investir nesse objeto, configurá-lo e apreendê-lo como um problema para si próprio;
intervir e tentar promover modificações no processo de ensino e aprendizagem, de forma a possibilitar que todos os alunos aprendam e melhorem o seu desenvolvimento pessoal e social;
observar a forma como as crianças agem e se relacionam com as atividades propostas, com o objetivo de selecionar e planejar estratégias adequadas e pertinentes propiciar a auto-estima e confiança no aluno de forma a torná-lo cada vez mais autônomo;
contribuir para ampliar a visão de mundo do educando, considerando a globalização do seu conhecimento e buscando recursos para que o aprendizado que realiza se torne mais significativo e integrado;
desenvolver uma prática pedagógica flexível e adaptada às características e conhecimento dos alunos;
criar um clima de liberdade e respeito propício ao desenvolvimento natural da criança em relação à auto-iniciativa, criatividade, cooperação e capacidade de adaptação a novas situações problemáticas.
Considerando que a mediação é o elo entre o aluno e o objeto de conhecimento, é possível afirmar que onde ocorre a aprendizagem por mediação também ocorre a avaliação mediadora. Segundo Jussara Hoffmann, mediação é “ação, movimento, provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa. Professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando idéias, reorganizando-se”. Dessa forma, a avaliação acaba sendo um importante instrumento para orientar a minha prática pedagógica. Acredito na avaliação mediadora porque acompanha e promove a aprendizagem.
Acredito numa metodologia baseada na presença do lúdico através de jogos e brincadeiras. Segundo Vygostky, a brincadeira é um recurso que auxilia a criar as ZDPs e que proporciona saltos qualitativos no desenvolvimento do educando, seja ele emocional, físico, sensorial ou da personalidade do mesmo. Através da brincadeira as crianças podem exprimir a agressividade, dominar a angústia, aumentar as experiências e estabelecer contatos sociais. O jogo é uma maneira de as crianças interagirem entre si, vivenciarem situações, manifestarem indagações, formularem estratégias e ao verificarem seus erros e acertos poderem  reformular, sem punição, seu planejamento e suas novas ações.
A afetividade também é um pressuposto para que ocorra a aprendizagem significativa. A relação educadora-educando, precisa ser impregnada de amor. Enquanto educadora que ajuda na formação de valores e de opiniões, sou responsável por minhas palavras e ações, que são exemplos. “ Mostremos com nosso exemplo, aquilo que com palavras ensinamos”. (Bárbara Maix, 1872). O educador representa um modelo de identificação para os educandos, daí o exercício da ética profissional, da coerência entre o que o educador diz e faz como base sustentadora de seu fazer educativo.
Assim, no Colégio Madre Imilda, continuaremos formando corações e mentes para a solidariedade!

Professora : Debora Boff de Barros
Turma: 2º Ano A/9 – Ensino Fundamental
Ano: 2010